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terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Amor à Catequese e acima de tudo Jesus

Sei que é dificil de atualizar esse Blog, mas ano passado estive um pouco atarefada. O primeiro ano de faculdade é mais para adaptação, quero ver se nesse ano de 2012 eu escrevo um pouco mais aqui. Apesar de tudo eu li muito e dois livros me marcaram muito. São de um autor chamado Alberto Meneguzzi e os livros são "Paixão de Anunciar - Reflexões para o dia-a-dia da catequese" e "Missão de Anunciar - De Catequista para Catequista". Recomendo a todos os catequistas que leiam, quem nao for catequista também. O autor nos apresenta de uma forma simples o quotidiano de um critão verdadeiro, com suas lutas, traumas, anseios e desejos, mas deixa muito latente a vontade de levar aqueles que passam por ele a uma verdadeira experiência com Jesus.
Me identifiquei com tudo que ele escreveu nos dois livros. Parece que quem viveu nas decadas de 70/80/90 viveram os mesmo dramas, as mesmas dificuldades. Quando ele fala do pai alcoolatra, dos sonhos, das brincadeiras em seu quarto, parece que estou me vendo. A frustração que sentimos quando termina uma turma de Crisma e daqueles 20 ou mais jovens só 2 ou 3 se engajam em serviços na Igreja. O sonho de ver o povo de Deus reunido. Mas também tem a felicidade de entrar em uma sala de catequese e ver aqueles rostinhos ávidos e sedentos por Jesus. A certeza de saber que NÓS CATEQUISTAS TEMOS EM NOSSAS MÃOS O PODER DE E PRINCIPALMENTE A MISSÃO DE MUDAR VIDAS, é muito gratificante, em especial por saber que não é pra nossa glória que o fazemos.
Pois essa é a nossa missão, ensinar jovens, crianças e adultos tudo sobre Jesus, sua Igreja, seus mistérios. Com amor e dedicação, sem nada esperar em troca. Se o padre não der prioridade à catequese paciencia, nao podemos parar por isso. Sei que muitos desistem por isso. Outros preferem ser catequista onde podem se vistos. Mas o verdadeiro catequista é aquele que faz tudo em silencio. Somente os catequizandos sabem quem ele é e quando muito os pais deles.
Outra coisa que deixa muito catequista frustrado é com relação à vida de oração. Não estou dizendo aqui que não devemos tê-la, mas não podemos viver nos culpando se não conseguimos atingir o "nirvana" das orações. O verdadeiro testemunho é com a vida. Temos que ter coerencia. Não adianta viver com o terço na mão se vivo de acordo com o que Cristo ensinou. Não posso apontar o dedo para os defeitos dos outros. Não posso fazer classificações, apontar o dedo e dizer quem vai ou não para o céu. Não sou Deus. O máximo que posso fazer é indicar o caminho. Se não quiserem seguir não cabe a mim julgar, mas rezar. Outro detalhe importante é a vida em família. Como diz naquele velho ditado: "na rua é um gatinho, em casa um leão". O verdadeiro catequista não pode usar máscaras, uma para cada ocasião: na Igreja santo, em casa o capeta, no serviço o desbocado. Ele deve ser autentico, ser o mesmo em todos os lugares, sem hipocrisias, pois estamos sendo observados onde quer que estejamos.
Pra finalizar, outro dia vi uma foto de um bebê de uns 2 ou 3 aninhos vestido de padre e a seguinte frase: "NINGUÉM NASCE SACERDOTE", isso vale também para o catequista, ninguem nasce catequista, é um processo de formação cosntante, ele nunca estará pronto pois o mundo se atualiza a cada segundo e o catequista deverá estar pronto para acompanhar esta mudança. Por mais cursos ou formaçoes que ele tenha participado ele deverá ter a humildade de aprender mais se não pelo conteúdo, pelo menos pela vivencia em comunidade.

Um abraço a todos e até a próxima.


Ecilene


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