FÉ
A fé cristã consiste em aceitar, acolher a pessoa de Jesus e viver segundo a sua mensagem. Aceitar que Deus existe não significa ter fé.
Fé é adesão pessoal da pessoa a Deus; é aceitar Jesus tal como ele se manifestou, isto é, como o Messias, Salvador e Senhor; é acolher e viver sua mensagem religiosa. Pela fé a pessoa dá assentimento a Deus, submete a ele sua inteligência e vontade. O ato de crer é dom de Deus, fruto da ação da graça no coração humano. Quem move o coração para acolher a fé é o Espírito Santo.
A certeza interior na mensagem de Jesus e em suas promessas determina um modo de viver na perspectiva da vida eterna. A Carta aos Hebreus declara: A fé é uma posse antecipada do que se espera, meio de demonstrar as realidades que não se vêem ("A fé é um modo de já possuir aquilo que se espera, é um meio de conhecer realidades que não se vêem." Hb 11,1).
A fé é uma tomada de posição. Uma opção definitiva não existe meio termo.
Não pode ser fruto de puro sentimentalismo, que vai e vem conforme as circunstâncias. Na fé entra a razão e o coração. Hoje precisamos crer com clareza de doutrina.
A fé torna-se, portanto, um desafio, pois imprime no cristão novas atitudes, novas categorias de pensamento, de comportamento, de sentimento, fazendo o homem a escolher Deus.
Para alimentar nossa fé nos temos: a oração, a comunhão, a leitura e o estudo da Bíblia.
ORAÇÃO
Oração é a comunicação com Deus. A pessoa expressa a ele o que quer dizer e tenta perceber qual à vontade dele a seu respeito.
Deus é o Criador, nós somos a criatura.
A relação da criatura com o Criador é o núcleo central da religião. Está ligado aos demais relacionamento humano: troca de informações e sentimentos com as pessoas, agressão ou respeito à natureza. O tipo de relacionamento do homem com a natureza e com as demais pessoas mostra a posição que ele toma diante de Deus.
Oração é o resultado de nossa busca de Deus e de nosso esforço: são as atitudes e as ações que tomamos ou fazemos em vista da relação de amor com ele.
Oração é a tentativa de diálogo amoroso da criatura com o Criador. Esta relação supõe esforço de comunicação e atenção para perceber os sinais e palavras de Deus, que chegam ao homem, quase sempre, de forma indireta.
Pelo fato de sermos limitados e Deus infinito, o nosso relacionamento com Deus nos coloca em dependência amorosa, como filho em relação ao pai. Quando alguém se julga independente de Deus, restam-lhe poucas oportunidades de estabelecer relações com Deus. .
Nós fomos criados por amor, para amar e ser amado pelos demais e por Deus.
Acolher pessoas e acontecimentos é atitude de amor. Rejeitar é atitude de desamor e de egoísmo.
Jesus nos revelou que o Pai ama incondicionalmente seus filhos e quer a felicidade de cada um deles. As posições que Jesus tomou perante o Pai e o relacionamento que teve com ele devem servir de modelo para nós. Ele se relacionava com o Pai como se estivesse próximo, presente ao seu lado (
Lc 10, 21; Jo 17, 1 - 26. Portanto, antes de tentar relacionamento mais profundo com Deus, é preciso tomar consciência da imagem que temos dele. É importante que passemos da imagem que temos dele para aquela que Jesus nos mostrou, que nos é transmitida pelos evangelhos: o Pai é cheio de amor, quer o bem para seus filhos, cuida de cada um de nós, de modo especial daqueles que o amam. Para fazer-nos crescer ele usa a pedagogia do amor e do sofrimento (parábola do agricultor que poda a videira para que produza mais frutos).
Para alcançar bom relacionamento com Deus são necessárias algumas atitudes:
Reconhecer a soberania de Deus sobre o mundo e sobre nossa pessoa e vida; Deus é nosso Criador e Senhor, nosso dono.
Manter atitude de humilde dependência em relação a ele; o egoísmo leva a pessoa a considerar-se outro deus, senhor de si.
Dar oportunidade para que ele se manifeste em nossa vida: se vivermos sempre ocupados, sem dispor de algum tempo só para Deus, ele não terá espaço para se manifestar; o cultivo do amor exige disponibilidade de tempo.
Desejar ardentemente viver na presença de Deus e ser envolvido por seu amor.
A maior dificuldade no relacionamento com Deus é o pecado, a vida fora do seu mandamento, a vida sem fé. Quem vive longe de Deus não pode relacionar-se com ele. Esse obstáculo pode ser removido pela busca do perdão.
Dificulta a relação com Deus o fato de colocarmos nossa confiança fora dele, em nossas próprias capacidades; em práticas mágicas, em sorte, em superstições, em várias formas de espiritismo, que atribuem poderes a objetos que não os tem, em falsas religiões, etc. Tudo isso afasta a pessoa de Deus e torna difícil o relacionamento com ele. É preciso recordar que o único Salvador e Senhor é Jesus Cristo.
Em nossa vida, em nosso agir devemos tomar o seguinte princípio: Fazer nossas atividades com tal empenho, como se tudo dependesse de nós e confiar em Deus como se tudo dependesse dele.
Oração na Vida de Jesus:
Jesus foi homem de oração. Sua novidade religiosa consiste na relação pessoal com Deus, mediante a oração, e em atitudes coerentes com os demais homens, tendo por base a relação da pessoa com Deus: amor a Deus e amor aos homens. Ele foi homem de oração e a intensificou nos momentos importantes de sua vida:
f Antes de começar o anúncio do Reino, quarenta dias no deserto (
Lc 4, 1 – 2)
f Antes de escolher os doze, uma noite em oração (
Lc 6, 12)
f Quando vivia momento muito importante com seus discípulos (
Jo 17)
f Antes de enfrentar a paixão, no jardim das oliveiras (
Lc 22, 31 - 46)
Instruções Básicas sobre a Oração:
Além do exemplo pessoal de Jesus, encontramos ensinamentos sobre a oração:
f orar só, em encontro pessoal com Deus (
Mt 6, 5 – 6)
f ter profunda confiança (
Mt 7, 7 – 11)
f orar com insistência (
Lc 11, 5 – 24)
f pedir com convicção a fortaleza e a fidelidade a Deus (
Mt 26, 40)
f invocar o Pai em nome de Jesus (
Jo 16, 23b - 28)
Invocar o nome de Jesus significa expressar nossa fé nele, que provém de Deus. A fé e o amor por Jesus abre nosso ser a Deus, que em seu Filho Jesus, nos vê como filhos e por causa dele nos acolhe, provendo as exigências da nossa fé.
Devemos aprender e reaprender a orar m Nome de Jesus, isto é, crescer no seu conhecimento e graça.
A oração garante o atendimento dos nossos pedidos e então a nossa alegria será completa porque será a alegria que nasce da fé, a alegria de Deus que em nós realiza a sua vontade.
A IMPORTÂNCIA DO ESPÍRITO SANTO EM NOSSAS VIDAS
O Espírito Santo é o animador e santificador da Igreja, sua respiração divina, o vento de suas velas, seu princípio unificador, sua fonte interior de luz e de força, seu apoio e seu consolador, sua paz e sua alegria, seu penhor e prelúdio de vida bem-aventurada e eterna. O Espírito Santo não tem barreiras. Ele está sempre soprando seus dons sobre todos nós: sacerdotes, leigos, homens, mulheres, brancos, negros, sem distinção de cultura, de raça e de tradição. Podemos usar os dons do Espírito Santo na simplicidade da vida quotidiana com humildade de coração e ao mesmo tempo com alegre espontaneidade. Precisamos pedir ao Espírito Santo uma influência mais forte, tanto na nossa vida pessoal como na nossa vida comunitária.
O Espírito Santo influi diretamente com seus dons na vontade do homem, inflama e o atrai para si e, por meio do amor, ilumina a nossa mente; à luz do Espírito Santo conhecemos Jesus como verdadeiro Salvador, compreenderemos melhor a sua mensagem e conseguiremos penetrar verdadeiramente no significado do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Viver segundo o Espírito Santo é realizar uma vida nova em Cristo; é viver de acordo com suas inspirações um novo estilo de vida que chamamos de vida renovada. A vida renovada do cristão consiste no relacionamento estabelecido entre ele e Deus, por meio de Cristo, no Espírito Santo. Ele nos eleva acima dos sentimentos e das paixões desordenadas e nos situa no mundo de Deus.
Deus, através do Espírito Santo, ensina-nos a amar e a sermos verdadeiros cristãos, quanto mais profundo for o desejo do Espírito, mais a alma estará aberta à ação divina, instruídos pelo Santo Espírito, com sua força, passamos das trevas para a luz, caminhando para a fé, para o amor e para a esperança.
Mas por quê essa insistência com o Santo Espírito Jesus Cristo comparou o Espírito Santo ao vento, para o qual não existem limites e sopra aonde quiser (João 3,8).
O próprio Jesus, cheio do Espírito Santo, retirou-se do Jordão e foi conduzido por Ele ao deserto para ser tentado pelo demônio (Lucas 4,1).
Realmente é pelo Espírito Santo que chegamos à união, à comunhão, ao crescimento e ao discernimento. Só o Espírito Santo nos leva à total intimidade com o Pai e o Filho.
“O que está em Deus, ninguém o conhece senão o Espírito de Deus” (1 Cor 2,11). Sem Ele, a Verdade não pode ser revelada. Entretanto “o mundo não pode acolhê-lo, porque não o vê nem o conhece”, enquanto os que crêem em Cristo o conhecem, porque ele permanece com eles (Jo 14, 17). A Igreja, Comunhão viva na fé dos apóstolos, que ela transmite, é o lugar do nosso conhecimento do Espírito Santo:
f Nas escrituras por ele inspiradas;
f Na Tradição e no Magistério da Igreja, ao qual ele assiste;
f Na Liturgia Sacramental, através de suas palavras e símbolos, onde fica em comunhão com
Cristo;
Cristo;
f Na oração, na qual intercede por nós;
f Nos carismas e ministérios, pelos quais a igreja é edificada;
f Nos sinais de vida apostólica e missionária;
f Nos testemunho dos santos, onde ele manifesta a sua santidade e confirma a obra da
salvação.
salvação.
Durante o Mistério Eucarístico, o entendimento do que é a Santíssima Trindade se faz mais presente: No momento da Consagração, o sacerdote pede a Deus Pai, que envie o Seu Espírito, “afim de que estas ofertas se tornem para nós o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo.” Não há como se falar em Deus separado. Crer no Espírito Santo é professar que ele é uma das Pessoas da Santíssima Trindade, consubstancial ao Pai e ao Filho e, como o Pai e o Filho, é adorado e glorificado. “Ninguém diz Jesus é o Senhor a não ser no Espírito Santo.” (1 Cor 12,3) e quem ama Cristo, ama Aquele que o enviou.
Espírito traduz o hebraico “Ruah”, isto é, sopro, vento, ar. A idéia do Espírito Santo é comumente atribuída ao “sopro de Deus.” Ele também é conhecido como Consolador, Paráclito, Espírito de Verdade (Jo 16, 13). A promessa de Jesus de enviar seu Espírito está em Lc 24, 44-49, Jo 14, 12-20; 16, 5-15; 20, 22-23.

Nenhum comentário:
Postar um comentário